Somos todos um misto de
loucura e sofreguidão. Sempre temos uma receita para o mal de amor da outra
pessoa. No fundo não conseguimos curar o nosso próprio tumor. Todo mundo diz
que tem medo da morte, mas morrer de amor faz tão bem quando se morre ao lado do
ser amado. O que não se deve esquecer é que a morte chega para nós todos os
dias, em pequenas doses homeopáticas ao se levantar da cama e assistir o nascer
de um novo dia. Como dizia Cazuza “– Morrer não dói!”. Se ele estava certo ou
não; entrego a resposta as minhas palavras. Junção das letras que escorreram
por meu corpo formando metade do que sou, pois a outra metade não consegui
decifrar no que me tornei.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
A arte
de jogar o jogo.
Sair para caminhar nesses momentos pode ser uma boa.
Deve ser bom andar por aí e não pensar em nada... Em mais nada. São tantas coisas permeando
nossos pensamentos; são tantas coisas que precisamos deixar para trás para
andar... Para caminhar apenas. O que se deve estabelecer como certeza em nossa
vida é que o bem necessário para despoluir a mente é fazer uma limpeza na alma
e assim ter calma.
Deve-se então desapegar-se de tudo o que tem valor
genérico. Jogue fora o celular, mas não se esqueça das pessoas. Se desfaça de
roupas que não usares mais, porém não se esqueça que existem corpos com frio.
Jogue fora papéis velhos e amarelados pelo tempo, mas guarde no coração e na
memória todas as cartas de amor. Atire fora um pouco de dor, mas esconda um
bocado para não tornar-se frio perante o sofrimento dos outros.
E continuando a limpeza... Jogue fora sorrisos falsos
e abrace apenas os verdadeiros e carinhosos. Falsidade ocupa lugar de mais em
nossas vidas, mas nada acarreta em nossa formação pessoal. Escreva frases de
ideologias amorosas e apague com cal suas ideologias de vida a partir da
correria do dia a dia, que te faz esquecer-se que existe vida entre a cadeira e
o computador: o mundo.
Jogue conversa fora, mas que seja de forma saudável.
Rasgue e queime os cardápios de dietas fantásticas e comece a se achar lindo
até não caber mais em Narciso o corpo e, sobretudo a inteligência que tens.
Jogue em um abismo as desilusões amorosas e abra mais seu coração para novas
aventuras aceitando de peito aberto toda a adrenalina do vento.
Se desfaça de tudo o que achar feio, pois
simplesmente o feio não existe. O que existe é o jeito como olhamos as coisas e
as pessoas. O exterior pode decorar muitos ambientes, mas o que realmente vai
importar em determinados momentos é o que se pode ofertar do interior. Quando
for viajar, uma dica: Jogue fora os mapas e se aventure por caminhos
desconhecidos, eles podem nos levar a lugares novos repletos de seres felizes
(eles simplesmente não fingem felicidade, eles namoram com ela).
Jogue fora seus erros do passado e do presente... Se
puder jogue também os do futuro. Guarde somente aqueles dos quais conseguiu
tirar algum tipo de aprendizado. Mas pensando bem,seria melhor guardar todos os
erros para não cometê-los novamente, sabendo que erros são artifícios usados
para nos fazer aprender.
Se desprenda das mentiras, mas de vez em quando minta
sim se for preciso para fazer alguém feliz. Se exclua das redes sociais,
estabeleça rede de amizades em que você possa tocar. Esqueça de sonhar, lembre
de sonhar. Jogue fora o amor, receba o amor de braços abertos. Se desprenda das
coisas materiais viva de pessoas. Deixe de lado as lágrimas, mas chore quando
der vontade. Viaje muito mas volte quando sentir saudade. Saiba fazer tudo
sozinho, mas não se esqueça que precisa do outro.
A vida é feita de tantos momentos, encontros,
desencontros, desafios, amores, paixões, solidão, desencantos... A vida é feita
de palavras, cabe você querer escrever um livro ou não.
Sair para caminhar nesses momentos pode ser uma boa.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
A vida lá fora está chamando a gente todos os dias,
fazendo um convite para nos deliciarmos com ela todos os minutos.
Está mais do que na hora de seguir em frente. Deixar meus vícios e desejos para trás. Enterrar os sonhos e padronizar minha vida Conforme os pilares da sua ausência. Preciso me desprender da tua presença Arrancar de mim esse espinho que se tornou O amor que sinto por você. Esse câncer que me destrói por dentro E me faz pensar na vida como vento passageiro. Mas a cada dia aprendo uma coisa nova Nesse lugar que chamamos de mundo. Hoje aqui, parado E imóvel Só consigo pensar em você. Mas já aprendi e desaprendi tantas vezes o que é amar, Que te esqueço antes mesmo de conseguir me lembrar. Perdi-te antes mesmo te ganhar. Amei-te mesmo sabendo que seria inevitável sofrer. Deixei-me levar por entre os caminhos Do labirinto dessa escuridão. Contei os passos que daria para chegar até você Mas os esqueci quando te encontrei e olhei dentro de seus olhos. Eu vi o teu ser e mesmo assim Seguirei em frente sem olhar a parte de vida Que larguei para trás. Tenho que libertar os fantasmas do meu pensamento Embebedar minha alma para se Esvair de corpo. Preciso da equação que não resulte em você. Da solidão que não se prenda em teu ser. Encontro o que não posso chamar de meu. Vejo-te indo por entre o mar. E eu cada vez mais me perdendo em penar. Existe em mim Um mecanismo de desejos onde A realidade vai fazer-se por presente Só não me cobre depois carinho ou afeto. Tudo isso te entreguei um dia como um presente Mas foi olvidar em dejetos de paixões, Em pequenas aprendizes de prostitutas Mascaradas pela enorme falta de bom senso. No fim o que me falta é o senso... O senso de ridículo de ainda lembrar-me de ti. É mais fácil continuar a caminhada assim De passinho em passinho Como alguém que vai reaprendendo a caminhar. Cai sim, muitas vezes... Mas me levantei também! Já sei a receita, Agora só me falta bater o bolo. Já tenho a bebida Agora só me falta reacender o sarcasmo. Já tenho uma vida Agora verdadeiramente Só me falta você. Acostumo-me que a razão está exposta de sofreguidão E que a melhor lição é ensinar o coração!