
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Poema curto III

terça-feira, 8 de novembro de 2011
Poema curto II

sábado, 29 de outubro de 2011
À deriva

Meu ser está completamente à deriva.
domingo, 16 de outubro de 2011
Picadeiro do mártir

É difícil desterrar o amor
Tirar de dentro e exterminar a dor.
É difícil extrair o pus de dentro da alma
Sonhar um sonho novo
Dentro dos pesadelos do outro.
É de forma sombria que se vive a vida
E se escuta o dia.
As conseqüências estão ai,
Postas a mesa
Como um cancro de alma
E um diabo na calma.
Foi cuspindo palavras que abri a porta
Da casa e fui entrando sem pedir licença.
Foi gritando que bebi a surdina
E cai na latrina da vida vazia
Da cachaça de todo dia
Eu brindo o futuro
Danço com a morte e faço da calma
A cama da alma,
A alma nua de uma pessoa pura
Onde pureza se marca com sangue, com lágrima e dor.
Vou brincando com a vida
Fazendo uma amarelinha do futuro
Desenhando as nuvens do céu
E pondo em prática o meu plano
De destruir a infância
Saboreando um devastador episódio
Da novela do ser humano.
Como os restos de análise como comida podre
Não consigo me acostumar com nada
Nem com a apatia de me ver eternamente
Apático a tudo que tenho sabedoria.
Eu lhe digo,
Pegue as ofensas, faça um misto de crença,
Bata tudo e beba como um licor que ofereça
Aos deuses, aos sem pudor, as putas, aos viados e os desvalidos.
Desavisados de um mundo sem pátria,
Desassossegados de um mundo sem cólera.
A grande trupe do picadeiro do mártir.
Um brinde!
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
F.U.I
Sou passional sim em tudo o que faço.
Assumo, não precisa você me dizer!
Enquanto viver, estarei nessa minha qualidade passional de ser.
Farei da vida um grito de dor, posse ou de dentro da alma mesmo.
Se tiver que te bater ou me bater
Farei da minha capacidade de brigar uma das melhores coisas em mim.
Quem acabou com a minha vida foi você
O melhor foi me reerguer e te encontrar na sarjeta, nesse
Teu jeito desinteressante de viver, carregada de ilusões perdidas
De amores não vividos, ou então vividos
Da maneira mais sórdida, mesquinha e trocando em miúdos
Todas as traições discutidas com a boca suja de café.
Não estou mais aqui para entender
O que você quer me dizer e eu tenho que ouvir calado.
Você não passa de uma bonequinha de trapo
Sendo manipulado pelos que estão perto de você.
Longe, hoje, consigo ver que o sentimento mais puro
Que tenho em relação a você é pena.
Pena desse teu orgulho besta,
Desta tua orgia de sentimentos convencionais
Desse teu beijo frio
E dessa tua desesperança de ser alguém,
Deixando de ser você mesma para viver
O que os outros querem.
Não peço perdão por não estar errado,
Dessa vez sou eu que vou te esperar,
Falar na tua cara tudo o que penso,
E sair por cima da carne seca.
Nunca mais vai colocar sobre os meus ombros
As suas culpas.
Hoje sou melhor, mais ativo.
Pena você estar louca
E deixar o amor que sinto por você
Acabar dessa forma.
Vai então um conselho:
Viva essa tua merda de vida sem mim!
ACABOU
Com letra maiúscula para realmente
Não ter volta.
Não me arrependo de nada,
Nem dos momentos ruins ao teu lado.
Passou.
Éramos como um câncer,
Descobri rápido e graças a Deus
Fiz uma boa sessão de quimioterapia.
Fui.
domingo, 21 de agosto de 2011
EU!
Eu bebo para ficar alegre.
Eu bebo para ficar triste.
Eu bebo para poder te ver.
Eu bebo para poder gritar,
para poder te enxergar,
te amar e me deixar.
Eu bebo para me salvar.
Eu bebo para me mostrar
e assim te mostrar
o que realmente tem sentido.
Pena que isso não sirva para nada;
você não serve de nada.
Eu choro para ficar alegre.
Eu choro para ficar triste.
Eu choro para poder te ver.
Eu choro para poder gritar.
E no depressivo do momento,
no rio das lagrimas de minhas lamentações,
eu estarei lá de mãos dadas com a morte
sempre amiga e serpente.
Eu sofro para chegar até você
Eu sofro para você me amar de novo.
Eu sofro para lembrar que amei você.
Hoje é o dia.
Chego ao rio.
Ela me espera.
Ela me olha.
Eu a olho.
Nós nos olhamos.
Ela me pega em seu colo,
me leva para dentro do rio.
Eu a beijo no rosto.
Ela me suga a língua.
Eu mordo seu lábio.
Ela me joga no rio.
Eu bebo.
Eu choro.
Eu sofro.
Eu morro.
Por você!
Citação.