terça-feira, 23 de outubro de 2012
Auto Poemagrafia
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Aceito.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
quarta-feira, 6 de junho de 2012
segunda-feira, 30 de abril de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
Frase
sábado, 3 de março de 2012
Infelizmente!

Deixar meus vícios e desejos para trás.
Enterrar os sonhos e padronizar minha vida
Conforme os pilares da sua ausência.
Preciso me desprender da tua presença
Arrancar de mim esse espinho que se tornou
O amor que sinto por você.
Esse câncer que me destrói por dentro
E me faz pensar na vida como vento passageiro.
Mas a cada dia aprendo uma coisa nova
Nesse lugar que chamamos de mundo.
Hoje aqui,
parado
E imóvel
Só consigo pensar em você.
Mas já aprendi e desaprendi tantas vezes o que é amar,
Que te esqueço antes mesmo de conseguir me lembrar.
Perdi-te antes mesmo te ganhar.
Amei-te mesmo sabendo que seria inevitável sofrer.
Deixei-me levar por entre os caminhos
Do labirinto dessa escuridão.
Contei os passos que daria para chegar até você
Mas os esqueci quando te encontrei e olhei dentro de seus olhos.
Eu vi o teu ser e mesmo assim
Seguirei em frente sem olhar a parte de vida
Que larguei para trás.
Tenho que libertar os fantasmas do meu pensamento
Embebedar minha alma para se
Esvair de corpo.
Preciso da equação que não resulte em você.
Da solidão que não se prenda em teu ser.
Encontro o que não posso chamar de meu.
Vejo-te indo por entre o mar.
E eu cada vez mais me perdendo em penar.
Existe em mim
Um mecanismo de desejos onde
A realidade vai fazer-se por presente
Só não me cobre depois carinho ou afeto.
Tudo isso te entreguei um dia como um presente
Mas foi olvidar em dejetos de paixões,
Em pequenas aprendizes de prostitutas
Mascaradas pela enorme falta de bom senso.
No fim o que me falta é o senso...
O senso de ridículo de ainda lembrar-me de ti.
É mais fácil continuar a caminhada assim
De passinho em passinho
Como alguém que vai reaprendendo a caminhar.
Cai sim, muitas vezes...
Mas me levantei também!
Já sei a receita,
Agora só me falta bater o bolo.
Já tenho a bebida
Agora só me falta reacender o sarcasmo.
Já tenho uma vida
Agora verdadeiramente
Só me falta você.
Acostumo-me que a razão está exposta de sofreguidão
E que a melhor lição é ensinar o coração!
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Poesia da perda!

Se não tenho fôlego para continuar?
Perdi-me, chorei e sofri.
Agora não consigo mais ter noção de nada...
Eu preciso te esquecer,
Tirar-te dos meus pensamentos e da minha vida!
Já chorei demais hoje, não posso mais. Isso tem que passar!
Eu te amo por você
Eu te amo porque não sei amar diferente
Eu te amo pelo mundo e pelas coisas
Eu te amo porque você existe!
Pena que só existam palavras
E meus olhos estejam cerrados
Para conduzir a verdade.
Eu não penso em nada
Somente na sua voz
Eu não acredito em mais nada
A não ser no que me diz.
Tudo que é seu fica em mim
Empreguinado como uma doença
Como um câncer que não tem cura.
Meu porto é você
Minha visão são seus lindos olhos
Meu ser está em você.
Minha vida só tem motivo ao teu lado.
Eu te amo por nunca te esquecer.
Eu te amo pois só sei amar errado.
Eu te amo por não amar outrro alguém além de você.
Eu te amo somente por te amar.
Pena que só existam palavras
E meus olhos estejam cerrados
Para conduzir a verdade.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
O melhor amor do mundo

terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Ensaio sobre a embriaguez

Vivendo aqui entre essas paredes
Conseguimos reconhecer cada forma de pó
Que se instaurou por entre os móveis.
Tudo que foi esquecido está enterrado
Nesse grande cemitério de desilusões,
Negligenciado pelas formas de vida existentes
Nesse porão de encontros e despedidas.
Nessa sala escura, infecta, cheia de seringas
E quadros surrealistas de peixes voadores.
Tudo é meio estremecido no ser humano
Pois ele já nasceu humano.
Alguém coloca na vitrola um blues antigo para tocar e
Todos meio embriagados
Buscam uma razão para largar aquele cigarro
Que transbordam seus pensamentos.
Entre um gole e outro
Poesias para loucos,
Sobreviventes de um mundo para poucos.
De certa forma esse blues entra em nossa
Cabeça e as paredes se movimentam em nossa direção
E o clima noir toma conta de nossos corpos
Submersos de pecado e prazer,
De desejos, luxúrias e segredos.
Por que não, decepções e depressões, e murmúrios do que fomos?
Tudo é feito em meio há um clima de
Intolerância recheada de humor negro.
O blues para e de repente tudo fica em câmera lenta.
É lento o nosso desejo de sair correndo daquele lugar,
Pois é grande e orgástico o prazer de viver a
Melancolia de tempos que jamais voltarão.
Foi-se junto à poeira e o vento.
Tudo é como num disco arranhado.
Nessa democracia destruída pela hipocrisia
É melhor se destruir primeiro antes que destruam você.
Basta tirar um dia, abrir as gavetas e deixar as lembranças
Puxarem-te para o poço da infância.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
EXTREMOS

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Estudo da felicidade

Quero apenas conseguir vive-la
De forma inesperada
Onde possa correr contra o vento e
Sentir as gotas da chuva em meu corpo.
Queria entender as pessoas
E o modo como veem o amor.
Queria ouvir de uma qualquer eu te amo
Mas que fosse um eu te amo sincero
E não cheio de mágoas.
Queria um amigo presente
Mesmo que fosse em forma de pensamento.
Queria ouvir uma música
E me lembrar dos momentos bons que vivi.
Queria sentar somente para
Olhar a vida seguir o seu rumo.
Queria ter uma lista de pessoas
Que já passaram pelo meu caminho;
A partir dela saberia quem realmente me marcou.
Queria correr em câmera lenta
Para lugar nenhum...
Ou então sair desesperado para te encontrar
Mesmo que não saiba seu endereço.
Queria perdoar quem me fez mal,
Mas não consigo esquecer o tempo.
E infelizmente o tempo não volta.
Olho-me no espelho e a cada segundo
Vejo como era importante ter usado filtro solar, pois.
Cada ruga representa uma desilusão
E olha que são muitas.
No meu epitáfio vou escrever
Que deveria na verdade ter amado
Mais o que estava ao meu alcance,
Mas como uma águia sempre esperei o longe.
Nos epitáfios alheios escreverei como foi bom amar,
Não que seja um romântico a moda antiga
Mas que eu seja sim alguém com capacidade
Suficiente de reconhecer o que é o amor.
E que eu não ame apenas da boca para fora
Mas de boca para boca
De alma para alma
De coração para cérebro.
Quando me sentar para ver as estrelas
Saberei que chegou a hora de levantar voo
Levarei comigo apenas a sensação de ter esperado,
Esperei tanto que nesse misto de sabores
Chegadas e partidas
Beijos e beijocas
Sonhos e sonetos
Sempre esperei que realmente alguém
Bateria em minha porta
Com um sorriso escancarado de dentes e
Livrar-me-ia da apatia de
Sentar aos domingos a frente da TV
Para assistir há um programa qualquer
Apenas para completar o buraco da sua ausência
Mas me vejo transfigurado nas imagens
Do meu ser
E não consigo me reconhecer entre o aço e o vidro.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Poema curto III

terça-feira, 8 de novembro de 2011
Poema curto II

sábado, 29 de outubro de 2011
À deriva

Meu ser está completamente à deriva.
domingo, 16 de outubro de 2011
Picadeiro do mártir

É difícil desterrar o amor
Tirar de dentro e exterminar a dor.
É difícil extrair o pus de dentro da alma
Sonhar um sonho novo
Dentro dos pesadelos do outro.
É de forma sombria que se vive a vida
E se escuta o dia.
As conseqüências estão ai,
Postas a mesa
Como um cancro de alma
E um diabo na calma.
Foi cuspindo palavras que abri a porta
Da casa e fui entrando sem pedir licença.
Foi gritando que bebi a surdina
E cai na latrina da vida vazia
Da cachaça de todo dia
Eu brindo o futuro
Danço com a morte e faço da calma
A cama da alma,
A alma nua de uma pessoa pura
Onde pureza se marca com sangue, com lágrima e dor.
Vou brincando com a vida
Fazendo uma amarelinha do futuro
Desenhando as nuvens do céu
E pondo em prática o meu plano
De destruir a infância
Saboreando um devastador episódio
Da novela do ser humano.
Como os restos de análise como comida podre
Não consigo me acostumar com nada
Nem com a apatia de me ver eternamente
Apático a tudo que tenho sabedoria.
Eu lhe digo,
Pegue as ofensas, faça um misto de crença,
Bata tudo e beba como um licor que ofereça
Aos deuses, aos sem pudor, as putas, aos viados e os desvalidos.
Desavisados de um mundo sem pátria,
Desassossegados de um mundo sem cólera.
A grande trupe do picadeiro do mártir.
Um brinde!
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
F.U.I
Sou passional sim em tudo o que faço.
Assumo, não precisa você me dizer!
Enquanto viver, estarei nessa minha qualidade passional de ser.
Farei da vida um grito de dor, posse ou de dentro da alma mesmo.
Se tiver que te bater ou me bater
Farei da minha capacidade de brigar uma das melhores coisas em mim.
Quem acabou com a minha vida foi você
O melhor foi me reerguer e te encontrar na sarjeta, nesse
Teu jeito desinteressante de viver, carregada de ilusões perdidas
De amores não vividos, ou então vividos
Da maneira mais sórdida, mesquinha e trocando em miúdos
Todas as traições discutidas com a boca suja de café.
Não estou mais aqui para entender
O que você quer me dizer e eu tenho que ouvir calado.
Você não passa de uma bonequinha de trapo
Sendo manipulado pelos que estão perto de você.
Longe, hoje, consigo ver que o sentimento mais puro
Que tenho em relação a você é pena.
Pena desse teu orgulho besta,
Desta tua orgia de sentimentos convencionais
Desse teu beijo frio
E dessa tua desesperança de ser alguém,
Deixando de ser você mesma para viver
O que os outros querem.
Não peço perdão por não estar errado,
Dessa vez sou eu que vou te esperar,
Falar na tua cara tudo o que penso,
E sair por cima da carne seca.
Nunca mais vai colocar sobre os meus ombros
As suas culpas.
Hoje sou melhor, mais ativo.
Pena você estar louca
E deixar o amor que sinto por você
Acabar dessa forma.
Vai então um conselho:
Viva essa tua merda de vida sem mim!
ACABOU
Com letra maiúscula para realmente
Não ter volta.
Não me arrependo de nada,
Nem dos momentos ruins ao teu lado.
Passou.
Éramos como um câncer,
Descobri rápido e graças a Deus
Fiz uma boa sessão de quimioterapia.
Fui.
domingo, 21 de agosto de 2011
EU!
Eu bebo para ficar alegre.
Eu bebo para ficar triste.
Eu bebo para poder te ver.
Eu bebo para poder gritar,
para poder te enxergar,
te amar e me deixar.
Eu bebo para me salvar.
Eu bebo para me mostrar
e assim te mostrar
o que realmente tem sentido.
Pena que isso não sirva para nada;
você não serve de nada.
Eu choro para ficar alegre.
Eu choro para ficar triste.
Eu choro para poder te ver.
Eu choro para poder gritar.
E no depressivo do momento,
no rio das lagrimas de minhas lamentações,
eu estarei lá de mãos dadas com a morte
sempre amiga e serpente.
Eu sofro para chegar até você
Eu sofro para você me amar de novo.
Eu sofro para lembrar que amei você.
Hoje é o dia.
Chego ao rio.
Ela me espera.
Ela me olha.
Eu a olho.
Nós nos olhamos.
Ela me pega em seu colo,
me leva para dentro do rio.
Eu a beijo no rosto.
Ela me suga a língua.
Eu mordo seu lábio.
Ela me joga no rio.
Eu bebo.
Eu choro.
Eu sofro.
Eu morro.
Por você!
Citação.






